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economia
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Queda nos preços de alimentos no mundo em junho reflete variações variadas

Índice da FAO mostra declínio impulsionado por cereais e açúcar

Gabriel Rodrigues06 de julho de 2026 às 15:30
Queda nos preços de alimentos no mundo em junho reflete variações variadas

Em junho, os preços globais dos alimentos apresentaram uma leve redução, conforme relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O índice de preços, que reflete as variações mensais de diversas commodities alimentícias, ficou em 130,3 pontos, uma ligeira queda em comparação aos 130,8 pontos registrados em maio.

O índice teve a sua primeira queda em maio, após alcançar o maior patamar em três anos em abril, devido à escalada no preço dos óleos vegetais causada por conflitos no Irã. Em termos anuais, o índice de junho é 1,70% mais alto do que no mesmo mês do ano passado, mas ainda está 18,70% abaixo do pico histórico de março de 2022, período que se seguiu à invasão da Ucrânia pela Rússia.

Impacto nos Preços dos Produtos Agrícolas

O índice de preços dos cereais sofreu uma queda de 3,50%, impactado pela colheita acelerada e boas previsões de oferta na região do Mar Negro. O trigo, em particular, foi afetado por essas condições, e o milho também viu uma queda devido a expectativas de oferta abundante na América do Sul e a desvalorização do petróleo.

No entanto, o índice de arroz teve um aumento de 3,20%, impulsionado pela alta demanda na Ásia. Os preços do açúcar apresentaram uma diminuição de 5,70%, influenciados pelos menores custos do etanol no Brasil, que estimularam as usinas a aumentar a produção de açúcar.

As preocupações com o impacto potencial do fenômeno El Niño na produção de arroz na Índia e na Tailândia limitam a queda nos preços.

Os laticínios também caíram, com um índice de -1,50%, reflexo do aumento na oferta. Por outro lado, o índice de carne subiu 0,40%, atingindo um novo recorde devido à demanda robusta por aves. Os preços dos óleos vegetais, por sua vez, aumentaram 3,80%, com altas no óleo de palma e na colza, em parte causadas pela crescente demanda por biodiesel.

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