Recorde nos preços da carne bovina nos EUA devido à escassez de gado
Menor rebanho em 75 anos e ressurgimento de parasitas agravam a crise

Os consumidores americanos enfrentam preços recordes para a carne bovina devido à drástica redução no rebanho de gado, que é o menor registrado em 75 anos. A situação foi exacerbada pelo ressurgimento de um parasita que ameaça prolongar a escassez de oferta.
Em maio, o custo médio da carne moída atingiu US$ 7,064 por libra, refletindo um aumento de 13% em relação ao ano anterior, conforme dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA. Para fins de comparação, este preço corresponde a aproximadamente R$ 36,60, enquanto no Brasil, o quilo de carne moída gira em torno de R$ 25.
✨ A escassez de gado e o aumento dos preços da carne bovina afetam tanto o Brasil quanto os EUA, embora a situação seja mais grave nas terras americanas.
Atualmente, o rebanho bovino nos EUA é estimado em 86,7 milhões de cabeças, conforme o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), em comparação com 178,2 milhões de cabeças no Brasil, que sofreu uma diminuição de 8,3% em três anos. Apesar do Brasil ter uma base maior de gado, os pecuaristas enfrentam também dificuldades, como a recente infestação de moscas-varejeiras.
Técnicos identificaram o parasita no Texas, representando o primeiro surto em cinco décadas. Essa situação não afeta diretamente a segurança alimentar, porém está dificultando a movimentação de gado e prejudicando as margens de lucro do setor de carne bovina. Analistas destacam que as medidas de contenção podem restringir ainda mais a oferta já limitada.
Alguns estados dos EUA, como Oklahoma e Geórgia, implementaram requisitos rigorosos para transporte de gado, enquanto o Canadá suspendeu carregamentos provenientes do Texas. Além disso, os EUA interromperam as exportações de gado para o México, anteriormente uma fonte significativa de abastecimento.
Cody Norton, fundador da ClearCut Forecasting, enfatiza que a estiagem está contribuindo significativamente para a crise, com 80% do gado americano localizado em áreas afetadas pela seca. Embora o número de animais em confinamento tenha aumentado 6% em abril comparado ao ano anterior, a incerteza continua a pairar sobre o setor.
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