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economia
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Redução da Selic gera críticas de CNI e CUT pela sua ineficácia

Entidades alegam que cortes nos juros não são suficientes para a economia

Ricardo Alves17 de junho de 2026 às 20:55
Redução da Selic gera críticas de CNI e CUT pela sua ineficácia

A recente diminuição da taxa Selic de 14,50% para 14,25% promovida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) foi considerada inadequada por organizações como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Ambas argumentam que a medida não é capaz de reverter a estagnação dos investimentos no país.

De acordo com a CNI, essa redução não alivia a pressão financeira em empresas e famílias, afirmando que, enquanto os juros reais permanecerem altos e favorecendo o capital especulativo, a capacidade de produção e expensão da indústria continuará comprometida.

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Com juros reais tão elevados, a situação financeira das empresas e das famílias permanece insustentável, o que retarda o consumo e o investimento

Ricardo Alban, presidente da CNI.

Alban também comentou sobre a recente discussão de paz entre Estados Unidos e Irã, sugerindo que isso poderia criar um cenário propício para mais cortes na Selic nas próximas reuniões do Banco Central, devido à queda nos preços do petróleo.

As medidas atuais não abordam as necessidades urgentes do Brasil, segundo a CUT.

A CUT considerou a redução insuficiente, considerando que a política monetária do Banco Central ignora avanços positivos na economia. A entidade ressaltou que taxas de juros elevadas prejudicam diretamente os trabalhadores e a produção industrial.

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Manter os juros em níveis exorbitantes sufoca o setor produtivo e penaliza a classe trabalhadora

CUT.

Por outro lado, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) vê a queda na Selic como um desenvolvimento favorável, mas enfatiza a necessidade de continuidade neste processo de redução, pois os juros ainda representam um obstáculo à expansão econômica e à atração de novos investimentos.

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A flexibilização monetária é um bom sinal, mas a Selic continua restritiva

Ieda Vasconcelos, economista-chefe da CBIC.

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