Redução da Selic gera críticas de CNI e CUT pela sua ineficácia
Entidades alegam que cortes nos juros não são suficientes para a economia

A recente diminuição da taxa Selic de 14,50% para 14,25% promovida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) foi considerada inadequada por organizações como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Ambas argumentam que a medida não é capaz de reverter a estagnação dos investimentos no país.
De acordo com a CNI, essa redução não alivia a pressão financeira em empresas e famílias, afirmando que, enquanto os juros reais permanecerem altos e favorecendo o capital especulativo, a capacidade de produção e expensão da indústria continuará comprometida.
"Com juros reais tão elevados, a situação financeira das empresas e das famílias permanece insustentável, o que retarda o consumo e o investimento
Alban também comentou sobre a recente discussão de paz entre Estados Unidos e Irã, sugerindo que isso poderia criar um cenário propício para mais cortes na Selic nas próximas reuniões do Banco Central, devido à queda nos preços do petróleo.
✨ As medidas atuais não abordam as necessidades urgentes do Brasil, segundo a CUT.
A CUT considerou a redução insuficiente, considerando que a política monetária do Banco Central ignora avanços positivos na economia. A entidade ressaltou que taxas de juros elevadas prejudicam diretamente os trabalhadores e a produção industrial.
"Manter os juros em níveis exorbitantes sufoca o setor produtivo e penaliza a classe trabalhadora
Por outro lado, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) vê a queda na Selic como um desenvolvimento favorável, mas enfatiza a necessidade de continuidade neste processo de redução, pois os juros ainda representam um obstáculo à expansão econômica e à atração de novos investimentos.
"A flexibilização monetária é um bom sinal, mas a Selic continua restritiva
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