Voltar
economia
2 min de leitura

Renegociação de dívidas rurais pode gerar impacto de até R$ 65 bilhões

Frente Parlamentar da Agropecuária estima custos anuais significativos.

Mariana Souza16 de junho de 2026 às 18:10
Renegociação de dívidas rurais pode gerar impacto de até R$ 65 bilhões

A renegociação das dívidas agrícolas proposta na lei 5.122/2023 poderá custar entre R$ 3,5 bilhões e R$ 5 bilhões por ano. Essa estimativa foi fornecida por especialistas da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), caso o governo utilize recursos orçamentários para a equalização de juros.

O projeto sugere que, ao longo de 13 anos, as despesas totais possam atingir a cifra impressionante de R$ 65 bilhões. Essa quantia, contudo, pode variar conforme a taxa Selic e outros fatores que podem modificar a previsão final.

A discrepância entre os cálculos da FPA e as estimativas do governo federal é notável. Enquanto os técnicos da FPA estimam um gasto menor, o ministério da Fazenda apresentou valores que variam entre R$ 140 bilhões e R$ 817 bilhões, dependendo da versão da proposta.

A FPA considera que o governo gastará menos devido ao histórico de programas anteriores, onde o desembolso foi aproximadamente 40% do valor autorizado.

Para que os produtores rurais acessem a renegociação, será necessário comprovar perdas significativas em safras anteriores, como prejuízos de pelo menos 30% devido a condições climáticas ou flutuações no mercado. O projeto inclui dívidas de até R$ 10 milhões por produtor e até R$ 50 milhões para cooperativas.

Contexto

Dados recentes mostram que R$ 186,5 bilhões em operações de crédito rural estão inadimplentes ou renegociadas. A FPA acredita que cerca de R$ 100 bilhões desses débitos se enquadram nos critérios para renegociação.

Os bancos demonstram preocupações sobre certos aspectos do projeto, como a inclusão de dívidas privadas e a definição de margens de lucro, o que gera resistência em sua implementação. A FPA, no entanto, defende que a responsabilidade de financiar ou não as dívidas é do governo e que os riscos devem ser assumidos pelas instituições financeiras.

"

O dinheiro é retornável, ninguém está pedindo dinheiro de graça, nem rebate

Alceu Moreira, deputado.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia