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economia
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Projeto de renegociação de dívidas rurais gera preocupações no setor financeiro

Mudanças propostas no Senado poderiam impactar crédito rural no Brasil

Gabriel Azevedo28 de maio de 2026 às 12:30
Projeto de renegociação de dívidas rurais gera preocupações no setor financeiro

A recente aprovação do projeto de renegociação de dívidas rurais pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado levantou preocupações significativas entre membros do sistema financeiro. Especialistas alertam que os termos do projeto podem ser inviáveis, afetando o fluxo de crédito rural no Brasil nos próximos anos.

Fontes do setor enfatizam que a proposta não estabelece um limite para o montante das dívidas a serem renegociadas, o que pode resultar em altos custos para o governo. A versão inicial do governo previa a renegociação de cerca de R$ 120 bilhões, enquanto a proposta debatida no Senado poderia elevar esse valor a cerca de R$ 200 bilhões.

Um executivo do setor financeiro classificou o projeto como 'inexequível', afirmando que isso poderá 'destruir o crédito rural no Brasil nos próximos anos'.

Após a aprovação na Comissão, surgem especulações de que o governo pode vetar partes do texto na votação nos plenários da Câmara e do Senado. O Ministério da Fazenda já projetou que as implicações financeiras da proposta poderiam ultrapassar R$ 800 bilhões ao longo de 13 anos, abrangendo operações de até R$ 1,4 trilhão.

Nos bastidores do Senado, integrantes da base governista comentaram que algumas instituições financeiras podem recorrer ao Judiciário para contestar o andamento da renegociação. Contudo, o deputado Pedro Lupion, que preside a Frente Parlamentar da Agropecuária, acredita que não haverá boicote por parte dos bancos, dada a importância das carteiras de crédito rural para as instituições.

Por sua vez, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) manifestou sua preocupação com o texto aprovado e pediu uma revisão, destacando que a proposta atual poderia comprometer o equilíbrio nas operações de crédito rural e a gestão de riscos pelas instituições financeiras.

A Febraban declarou: 'Ajustes estruturais são cruciais para evitar efeitos contrários, que podem penalizar os próprios produtores rurais, dificultando o acesso ao crédito'.

Os bancos expressam ainda temor sobre a segurança jurídica em questões relacionadas a garantias e recuperação de crédito, argumentando que isso pode desestimular a concessão de novos financiamentos e elevar custos, restringindo a oferta no mercado.

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