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economia
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Revisões nas regras do MEI são recomendadas por especialista em Previdência

Proposta surge amid debates sobre impactos fiscais e sustentabilidade.

Carlos Silva28 de junho de 2026 às 04:15
Revisões nas regras do MEI são recomendadas por especialista em Previdência

Um novo estudo destaca que o microempreendedor individual (MEI) está gerando um desgaste significativo nas finanças públicas, potencializando um déficit que pode ultrapassar centenas de bilhões de reais nas próximas décadas. A análise, realizada por Rogério Nagamine e divulgada pelo Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP), sugere uma revisão dos benefícios do MEI para melhorar a sustentabilidade da Previdência Social.

Recomendações do especialista

Nagamine ressalta que a intenção original do MEI era formalizar a economia, porém ele terá um impacto oposto ao provocar um desequilíbrio financeiro. O estudo projeta que, se as regras não forem revisadas, o déficit atuarial do MEI poderá alcançar R$ 711 bilhões em setenta anos.

O governo planeja aumentar o limite do MEI de R$ 81 mil para R$ 130 mil a partir de 2028.

A reforma, que foi mencionada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, contradiz as recomendações de Nagamine. O especialista argumenta que um aumento na faixa de faturamento agravará ainda mais o problema fiscal, sem mencionar os efeitos negativos sobre os trabalhadores.

Contexto do MEI

O MEI foi criado em 2008 para formalizar pequenos empreendedores e atualmente conta com cerca de 16,6 milhões de registros. Os microempreendedores são isentos de muitos impostos, mas contribuem para a Previdência com uma alíquota reduzida de apenas 5%.

O que vem pela frente?

Além das mudanças nas regras do MEI, o quadro se complica com a necessidade de revisar as contribuições previdenciárias. Entre as propostas de Nagamine, estão a elevação da alíquota e a introdução de contribuição patronal para empresas que contratam MEIs. Estas sugestões visam desacelerar a 'pejotização' e combater a evasão fiscal.

Embora o Ministério da Fazenda não tenha se manifestado sobre as preocupações levantadas, o debate continua acirrado, especialmente à medida que se aproxima o calendário eleitoral.

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Não podemos é utilizar o MEI como uma fraude trabalhista, precisa ser empreendedor. O conceito do que é PJ precisa ser claro.

Luiz Marinho, Ministro do Trabalho e Emprego.

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