Setor da construção civil enfrenta desafios apesar de aumento de empregos
Crescimento no emprego se dá em meio a custos elevados e incertezas globais

O setor da construção civil, mesmo com um aumento de quase 19% na criação de novos empregos formais nos primeiros meses de 2026, enfrenta um cenário desafiador devido a custos elevados e incertezas globais.
Cenário de custos elevados
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) reportou que o crescimento dos custos nos insumos, aliado ao impacto do conflito no Oriente Médio e a taxa de juros em alta, tem reduzido as expectativas de avanço do setor para este ano. Durante o primeiro trimestre, o índice de preços dos insumos atingiu 68,4 pontos, o maior desde meados de 2022.
"O custo do frete é um dos itens que pode ajudar a justificar o aumento, mas não se resume apenas ao transporte até o canteiro, e sim toda a cadeia produtiva
✨ Os custos da construção estão sob pressão devido à volatilidade dos preços dos combustíveis, especialmente com o fechamento do Estreito de Ormuz.
Recursos escassos e retração no setor
As altas de custo resultaram em uma retração da produção e das vendas no setor nos dois primeiros meses de 2026, com quedas de 6,9% na produção e 5,5% nas vendas em comparação ao mesmo período do ano anterior. A escassez de mão de obra e taxas de juros altas estão entre os fatores que explicam essa redução.
✨ O custo da mão de obra subiu 8,82% nos últimos 12 meses, superando a inflação oficial, que foi de 4,14%.
Perspectivas de emprego
Durante o primeiro trimestre, o saldo de novos postos de trabalho gerados no setor teve um incremento significativo, se destacando a construção de edifícios e obras de infraestrutura. O setor foi responsável por criando um em cada cinco novos empregos formais no Brasil, reunindo mais de 3 milhões de trabalhadores.
Dados do Setor
Em março de 2026, o setor de construção apresentou o maior salário médio de admissão, de R$ 2.551,69, superando outros setores, incluindo a administração pública.
São Paulo se ressaltou como o principal criador de empregos, seguido por Minas Gerais e Santa Catarina. As cidades que mais se destacaram foram a capital paulista, Rio de Janeiro e Curitiba.
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