Setor mineral critica criação de estatal para minerais críticos
Ibram defende fortalecimento de agências já existentes

O setor mineral expressou preocupação em relação à proposta da criação da 'Terrabras', uma estatal destinada a atuar na cadeia de terras raras e minerais críticos, destacando a necessidade de fortalecer agências já existentes como a ANM e o SGB.
Em uma declaração feita no dia 13, o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) criticou os projetos de lei apresentados, que buscam estabelecer uma nova empresa pública. O Ibram argumenta que a fundação de uma estatal não abordará os principais desafios que travam o desenvolvimento do setor no Brasil.
✨ Os principais obstáculos incluem a falta de tecnologia, financiamento limitado e insegurança jurídica.
Os entraves, segundo o Ibram, estão relacionados à escassez de tecnologia avançada em separação e refino de minerais, bem como à dificuldade de captação de recursos, o que provoca uma dependência maior de produtos de baixo valor agregado, principalmente do exterior.
"A criação de uma estatal não resolve a questão central do domínio de tecnologias complexas necessárias para o refino e separação. O Brasil carece de uma capacidade industrial sólida nesse aspecto.
Frederico Bedran, diretor-executivo da AMC, também manifestou críticas, destacando que a estatização e o controle excessivo têm o potencial de gerar ineficiências e não promoverão o desenvolvimento necessário no setor de minerais críticos.
Contexto
Historicamente, iniciativas semelhantes, como a Orquima, que lidava com terras raras no Espírito Santo, não resultaram em um avanço significativo quando sob controle estatal.
O Ibram ressalta que, em tempos de restrições orçamentárias, a criação de uma nova estatal seria difícil de justificar financeiramente. Em vez disso, eles sugerem que o foco deve estar na Política Nacional de Minerais Críticos, proposta que visa atrair investimentos e garantir segurança jurídica.
"Vamos buscar diálogo com os autores dos projetos e com o governo para fomentar uma política que amplie a presença do Brasil no mercado global sem repetir erros do passado.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de economia

Setor mineral alerta para riscos de lavagem de ouro ilegal
Relatório de Marx Beltrão provoca polêmica ao detalhar controle de ouro

Setor mineral brasileiro fatura R$ 77,9 bilhões no 1º trimestre de 2026
Impulsionado por ouro e cobre, setor se destaca em cenário geopolítico incerto

BRB sofre segundo rebaixamento de crédito para 'brCCC+/brC'
Agência S&P aponta desafios no plano de capitalização do banco

S&P rebaixa nota de crédito do Banco de Brasília para brCCC+/brC
Banco enfrenta crescente incerteza e riscos financeiros significativos





