Feijão e arroz têm previsão de alta significativa nos preços

Um estudo da MB Associados, revelado pela GloboNews, aponta que o fenômeno Super El Niño, previsto para intensificar chuvas e enchentes nos próximos meses, terá um impacto significativo na inflação dos alimentos no Brasil. As consequências mais severas deverão ser sentidas em 2027, com projeções de alta entre 7,5% e 9,5% na inflação alimentar.
Para os meses de pico, entre agosto e novembro, a inflação pode alcançar até 11%. A pesquisa indica que o impacto sobre o índice de preços ao consumidor amplo (IPCA) poderá ser de até 0,9 ponto percentual.
✨ Feijão e arroz têm previsão de variações de preços acentuadas, especialmente devido à redução da produção e às chuvas intensas em estados produtores, como o Rio Grande do Sul.
""O efeito do El Niño se espalha pela produção agrícola, mas itens como feijão e arroz, que representam uma parte significativa do IPCA, serão os mais afetados"
O aumento dos preços não será imediato, com os efeitos mais visíveis levando de nove a dez meses após o pico do fenômeno climático, esperado para ocorrer entre outubro e novembro. As primeiras elevações podem ser observadas nos hortifrutigranjeiros, seguidas pelos grãos e proteínas como a carne bovina.
A possível seca no Norte e Nordeste, resultante do fenômeno, poderá prejudicar o escoamento da produção agrícola, fazendo com que a carga tenha que ser redirecionada para portos do Sul e Sudeste, aumentando os custos do frete.
Além disso, o setor agrícola já enfrenta desafios como a alta inadimplência e a pressão de custos provocada por fatores externos, como a guerra no Oriente Médio. Essas questões contribuem para prever um ano desafiador para a agricultura, refletindo, em última análise, nos preços que os consumidores pagarão.
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