Taxa do DI para janeiro de 2028 caiu para 13,615% enquanto cenário eleitoral e tensões externas impactaram o mercado.

As taxas dos DIs de longo prazo fecharam a segunda-feira (14) com elevações, mas afastadas das máximas do dia, após novas pesquisas eleitorais indicarem uma disputa intensa pela Presidência. O mercado demonstrou aversão a ativos de risco, enquanto os preços do petróleo também apresentaram alta.
No final da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,615%, com uma diminuição de 1 ponto-base em comparação ao ajuste anterior de 13,625%. Para janeiro de 2035, a taxa do DI subiu para 14,25%, um ajuste de 7 pontos-base.
✨ As novas pesquisas eleitorais geraram incerteza no mercado, onde a avaliação indica um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, reforçando a cautela dos investidores.
Os conflitos entre Estados Unidos e Irã continuam a pressionar os preços do petróleo Brent, que chegou a quase US$ 110 o barril. Globalmente, os investidores se mostraram avessos a ativos de maior risco, o que beneficiou a curva de DIs.
A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira indicou que Lula possui 46% das intenções de voto contra 44% de Flávio. Outras pesquisas mostraram Lula com 47% e Flávio com 46% numa margem de erro de 2%. Um novo levantamento da Quaest trouxe Flávio ligeiramente à frente, com 42%, enquanto Lula possui 40%.
As taxas de DI atingiram uma máxima de 13,730% (+11 pontos-base) às 10h31. A crise no STF, com um caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, também gera cautela no mercado.
No fechamento, as taxas futuras se distanciaram das máximas do dia, seguindo a desaceleração dos preços do petróleo e a redução do dólar no Brasil. Porém, as expectativas sobre um possível corte na taxa Selic na próxima quarta-feira continuam.
De acordo com o boletim Focus, a Selic deve cair para 13,75% até o final deste ano e projetam-se 12% para o final de 2027. A inflação para 2026 foi ajustada de 5,00% para 4,90%, e para 2027 passou de 4,29% para 4,30%.
Internacionalmente, o rendimento do Treasury de dez anos mostrava estabilidade em 4,973%, após atingir 5% mais cedo.
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Jornalista especializado em Economia

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