A taxa do DI para janeiro de 2028 cai para 14,41%, enquanto a de 2031 chega a 14,935%

As taxas dos DIs fecharam a terça-feira (27) em forte baixa, com a taxa para janeiro de 2028 ficando em 14,41%, uma queda de 41 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 14,822%. Essa movimentação no mercado ocorre após um ajuste nas posições dos investidores, que reagiram a uma disparada anterior de mais de 250 pontos-base após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além disso, a taxa para janeiro de 2031 registrou um recuo de 34 pontos-base, fechando em 14,935%, apesar de ainda estar bem acima dos níveis vistos antes do primeiro turno das eleições. Na segunda-feira, o aumento dos prêmios na curva refletiu tanto um ajuste em relação às oscilações precedentes quanto as preocupações com a política fiscal do governo. Segundo Marcos Bassani, estrategista de investimentos, o movimento de baixa é esperado após um período de alta intensa, mas a tendência de juros ainda permanece elevada.
O Tesouro Nacional também atuou para conter a alta nas taxas, realizando um leilão de recompra de NTN-B, onde foram adquiridos 3,815 milhões de títulos, totalizando cerca de R$ 16,8 bilhões. Essa medida elevou o total das recompras em dois dias para aproximadamente R$ 31,6 bilhões, visando atenuar a pressão sobre os juros futuros.
✨ O ministro Dario Durigan afirmou que o governo busca alinhar-se ao centro da meta fiscal, um fator que continua a preocupar os investidores dada a necessidade de equilibrar as contas públicas.
No cenário internacional, o rendimento do Treasury de dez anos permaneceu estável em 4,986%, aguardando a decisão de juros do Federal Reserve.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Índice do medo reflete tensões no mercado a poucos dias do segundo turno das eleições.

Exigências de Teerã e negociações discretas entre EUA e Irã elevam preço do Brent; interrupção na passagem marítima, que concentra cerca de 20% do tráfego de petróleo, pressiona mercados.

Férias coletivas iniciam dia 27 e durarão entre 15 e 30 dias

Inflação mensal tem impacto significativo de alimentação e bebidas