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economia
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Tensões no Oriente Médio afetam mercados de energia e agricultura

Impacto nas commodities e novas negociações comerciais.

Acro Rodrigues19 de maio de 2026 às 14:45
Tensões no Oriente Médio afetam mercados de energia e agricultura

A recente escalada das tensões no Oriente Médio está exercendo influência significativa sobre os mercados globais, particularmente nas áreas de energia, fertilizantes e commodities agrícolas. As incertezas permanecem altas, mesmo após a suspensão temporária de uma ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã.

O Rabobank revelou que o adiamento do ataque militar, inicialmente programado para a terça-feira, foi motivado por solicitações de líderes do Golfo e por negociações que foram consideradas sérias. Contudo, a situação continua tensa, com o Estreito de Hormuz ainda fechado, gerando pressão contínua no mercado de petróleo, onde o contrato do Brent foi negociado a US$ 110 por barril.

O fechamento do Estreito de Hormuz está afetando os custos de produção agrícola, mesmo com a redução dos preços spot da ureia granulada nos EUA.

Os preços da ureia granulada no Golfo dos EUA caíram, mas ainda estão altos, próximos de US$ 565 por tonelada curta. O enxofre, que é utilizado na produção de ácido sulfúrico para fertilizantes fosfatados, também sofre valorização devido a problemas logísticos gerados pelo fechamento do estreito.

Acordos comerciais entre EUA e China

No contexto do comércio internacional, um encontro significativo entre Donald Trump e Xi Jinping resultou em um novo acordo para o setor agrícola. A Casa Branca anunciou que a China deverá comprar pelo menos US$ 17 bilhões de produtos agropecuários americanos entre 2026 e 2028, além de manter um compromisso de compra anual de 25 milhões de toneladas de soja até 2026.

No mercado de commodities, o cacau sofreu uma correção acentuada, apresentando uma queda de 19,1% no contrato de setembro de 2026 na ICE de Nova York ao longo de cinco sessões. O Rabobank atribui essa desaceleração à forte alta nos preços vista na primeira metade de maio e à melhora nas perspectivas de oferta, incluisive aumento na estimativa da safra 2025/26 da Costa do Marfim.

As dificuldades logísticas e a perspectiva de aumento na safra reforçam um cenário de baixa para os preços do cacau.

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