Transição da Reforma Tributária Impacta Micro e Pequenas Empresas no Brasil
Estudo revela que muitas PMEs ainda estão se preparando para as mudanças no sistema tributário brasileiro.

A reforma tributária já se tornou uma preocupação para as micro e pequenas empresas, embora ainda não tenha gerado ações concretas na maioria delas. De acordo com a pesquisa Panorama PME da Serasa Experian, 42% das PMEs no Brasil estão analisando como as alterações nas leis podem impactar seus negócios.
Uma parte significativa, 40%, não tem clareza sobre o estágio de adaptação em que se encontram. O levantamento, que é a sexta edição do estudo, foi realizado entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, envolvendo 1.032 empresas de diversos portes e setores em todo o território nacional.
Diferentes Ritmos de Adaptação
Enquanto algumas empresas já iniciaram a transição, a pesquisa indica que 17% delas afirmam ter realizado a maioria das adaptações necessárias. Outros 15% reportam que estão no planejamento com ações práticas, enquanto 14% ainda estão avaliando a situação e uma fração equivalente ainda não tomou nenhuma medida.
"A reforma tributária traz uma mudança estrutural significativa para o ambiente de negócios no país, e é um tema que gera muitas incertezas entre os empreendedores brasileiros
✨ A transição para a nova estrutura tributária começará em 2026 de forma experimental e será gradual até 2033.
Desafios da Reforma
Os principais desafios citados pelas empresas incluem entender as novas regras (20%), avaliar o impacto em custos e preços (18%), e garantir a conformidade fiscal (17%).
As empresas também mencionam a importância do acompanhamento das novas regulamentações e da capacitação das equipes para lidar com as mudanças.
Perfil das Empresas Entrevistadas
A amostra do estudo mostra que 39% dos respondentes são Microempreendedores Individuais (MEIs), 20% são microempresas e 12% são empresas de pequeno porte. O Simples Nacional é o regime tributário da metade dos participantes, o que pode trazer particularidades na adaptação às novas regras.
Setores como serviços (45%) e comércio (39%) predominam entre as empresas entrevistadas, enquanto a região Sudeste concentra 36% dos respondentes, seguida por Sul (23%), Nordeste (15%), Norte (14%) e Centro-Oeste (10%).
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