Medida visa aumentar oferta em meio a preços recordes e dificuldades na cadeia de produção.

O governo de Donald Trump autorizou a importação temporária de carne moída sem taxas adicionais, com o objetivo de cortar os preços da carne nos Estados Unidos. A série de operações de repressão à imigração, no entanto, está afetando a mão de obra nos frigoríficos, especialmente no Kansas, um dos principais polos da indústria.
Com o medo de abordagens por parte do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), muitos trabalhadores deixaram de comparecer aos frigoríficos, levando a uma drástica redução no ritmo de abate. O efeito já é visível: na quinta-feira, os abates caíram 16% em comparação com a semana anterior, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
✨ A escassez de gado e a alta de preços são preocupações em meio às eleições de meio de mandato em novembro, impactando diretamente no custo de vida dos norte-americanos.
A medida de importação adotada pelo governo atua em um contexto onde o rebanho bovino está em seu nível mais baixo em 75 anos. Portanto, com o ritmo reduzido dos frigoríficos, a pressão sobre a oferta de carne pode aumentar ainda mais, complicando a situação no mercado.
Os produtores locais expressam preocupação de que a entrada de mais carne importada possa abranger seus preços e desestimular a criação de novos animais. Em resposta, Trump também anunciou uma investigação sobre as empresas do setor para entender melhor a dinâmica do mercado.
Além das implicações econômicas, a forte preocupação com o custo dos alimentos pode influenciar as eleições, como demonstrado por uma recente pesquisa que mostrou que apenas 17% dos americanos aprovam a administração de Trump no que diz respeito ao custo de vida.
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Jornalista especializado em Economia

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