Vendas do varejo em São Paulo caem 7,5% em fevereiro de 2026
Desempenho fraco reflete queda em diversas categorias do comércio

As vendas no comércio varejista paulista tiveram uma queda significativa de 7,5% em fevereiro, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando R$ 110,1 bilhões, conforme a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) da FecomercioSP.
✨ A retração representa uma perda real de R$ 8,9 bilhões em relação a fevereiro de 2025.
Nos dois primeiros meses do ano, o crescimento acumulado foi de -5,4%, equivalente a R$ 13,1 bilhões a menos do que no mesmo período do ano passado. No entanto, no acumulado dos últimos 12 meses, o varejo ainda apresenta um leve aumento de 1,8%.
Determinantes da Queda
A pesquisa revelou que oito segmentos tiveram algum nível de declínio nas vendas. Os setores que mais sofreram foram eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento, com uma queda de 23,2%. Outras categorias, como móveis e decoração, materiais de construção e autopeças, também apresentaram recuos significativos.
- 1Eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento: -23,2%
- 2Móveis e decoração: -13,9%
- 3Materiais de construção: -13,1%
- 4Outras atividades: -12,4%
- 5Autopeças e acessórios: -9,9%
- 6Concessionárias de veículos: -5,7%
- 7Supermercados: -3,5%
- 8Vestuário, tecidos e calçados: -3,4%
Em contrapartida, farmácias e perfumarias mantiveram suas vendas estáveis. A FecomercioSP atribui a desaceleração do consumo à elevada base de comparação, altas taxas de juros e o custo do crédito, que impactaram principalmente bens duráveis.
Contexto Econômico
O carnaval em fevereiro deste ano, que reduziu os dias úteis, também influenciou o desempenho do varejo, já que em 2025 a festividade ocorreu em março.
O consumo está sendo priorizado em itens essenciais, como exemplificado pela estabilidade em supermercados e farmácias. O futuro próximo dependerá das condições de crédito e do comportamento das despesas familiares.
A FecomercioSP não apresentou previsões numéricas para o restante do ano, mas indicou que a evolução do cenário financeiro e o consumo serão fatores determinantes.
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