CNPE aceita pedido de suspensão de dívida da Eletronuclear
Medida pode aliviar fluxo de caixa da estatal

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu nesta terça-feira, 14, reconhecer o 'interesse público' no pedido da Eletronuclear para suspender temporariamente o pagamento de sua dívida referente à construção da Usina Termonuclear de Angra 3.
Essa medida, conhecida como 'stand still', visa permitir que a Eletronuclear negocie um alívio temporário no fluxo de caixa com seus bancos credores. A resolução autoriza a estatal a apresentar o pedido ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à Caixa Econômica Federal (CEF), que avaliarão a viabilidade da suspensão dos pagamentos.
✨ Decisão do CNPE pode gerar alívio financeiro para Eletronuclear.
Apesar de abrir portas para a negociação, a decisão do CNPE não modifica os contratos de financiamento existentes nem obriga as instituições financeiras a aceitarem a suspensão. A concessão do alívio dependerá da análise técnica de cada banco e das normas aplicáveis.
Atualmente, a Eletronuclear busca a suspensão de quase R$ 7 bilhões em dívidas até que o CNPE defina o futuro da usina, que está com as obras paralisadas há cerca de dez anos. Em fevereiro, o então presidente interino, Alexandre Caporal, alertou sobre os riscos financeiros da estatal, comparando a situação às dificuldades enfrentadas pelos Correios.
Caporal enfatizou que a suspensão dos pagamentos é crucial para a sustentabilidade financeira da Eletronuclear, já que o serviço da dívida previsto para 2026 está em torno de R$ 800 milhões, somando gastos anuais que ultrapassam R$ 1 bilhão com manutenção e dívida.
Contexto
A Eletronuclear, que é responsável pela operação de usinas nucleares no Brasil, enfrenta desafios financeiros devido à paralisação das obras em Angra 3 e à crescente dívida acumulada.
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