Reflexão sobre o potencial biocombustível brasileiro perante a experiência indonésia.

A Indonésia fez um avanço notável ao iniciar a implementação do B50, uma mistura que combina 50% de biodiesel com 50% de diesel fóssil desde 1º de julho. Esse movimento calculado busca fortalecer a economia e garantir a segurança energética do país.
✨ A Indonésia estima uma economia de quase US$ 9 bilhões com importações de diesel ao adotar o B50.
Nos primeiros seis meses de 2026, o mandato de biodiesel na Indonésia foi B40, que já demonstrava o compromisso do país com a expansão do uso de biocombustíveis. A transição para o B50 está alinhada com um planejamento estratégico que busca reduzir a dependência energética e impulsionar o desenvolvimento econômico.
O Brasil, que possui uma indústria de biocombustíveis consolidada e regulamentações rigorosas, deve se inspirar na Indonésia. Com uma capacidade instalada e matéria-prima disponíveis, não há justificativa para continuar adiando a adoção do B17, uma medida ainda modesta comparada ao que a Indonésia já alcançou.
"A indústria brasileira está pronta para avançar com responsabilidade, oferecendo estrutura e equipamentos para os testes necessários
Com aproximadamente 25% de sua demanda de diesel atendida por importações, cada percentual adicionado à mistura de biodiesel reduz essa dependência, ao mesmo tempo que promove mais processamento industrial, emprego e renda em várias regiões do Brasil. A experiência indonésia destaca a urgência de agir.
A Aprobio tem 15 anos defendendo as políticas de biocombustíveis como essenciais para a matriz energética do Brasil.
Com o mundo acelerando a transição energética, o Brasil tem tudo que precisa para liderar esse movimento. Chegou a hora de transformar esse potencial em decisões concretas.
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Jornalista especializado em Energia

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