Colheitas comprometidas e falta de combustível agravam situação no campo.

Agricultores em Cuba estão se vendo obrigados a vender suas terras a preços reduzidos devido às restrições de combustível, que deterioraram suas colheitas e resultaram na perda de produção. De acordo com o Financial Times, a situação se agravou com apagões que podem durar até 22 horas diárias, consequência da interrupção dos embarques de petróleo e diesel.
A impossibilidade de irrigar, operar tratores e transportar produtos tem feito com que muitos agricultores promovam a venda de suas propriedades nas redes sociais. Apesar de reduzirem seus preços, as vendas são desafiadas pela pobreza e baixa renda da população cubana. Além disso, propriedades rurais voltadas ao turismo também enfrentam dificuldades em manter suas atividades.
✨ As frutas em fazendas estatais estão apodrecendo sem transporte adequado, um retrato da crise no setor agrícola.
Recentemente, o presidente cubano, Miguel Diaz-Canel, anunciou uma série de reformas econômicas, incluindo o fim da distribuição universal da caderneta de racionamento estadual, que está em vigor desde 1962. Apenas aposentados e pessoas vulneráveis continuarão a ter acesso a alimentos racionados, enquanto outros precisam arcar com preços mais altos em mercados ou depender de remessas do exterior.
Desde a total interrupção de fornecimento de energia da Venezuela a Cuba e a possibilidade de novas sanções por parte dos EUA a nações que apoiam Cuba, a situação econômica se torna cada vez mais crítica.
Enquanto as tentativas do governo cubano de reformar sua economia acontecem, a escassez de combustível e recursos continua a limitar seriamente suas opções de recuperação.
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