Autoridade marítima exige pedidos de trânsito com antecedência

A Autoridade Marítima do Irã impôs, na sexta-feira, 19, uma nova exigência para a passagem de navios pelo estreito de Ormuz, solicitando que todos os solicitantes façam um pedido de trânsito 48 horas antes da travessia, mesmo após a reabertura relacionada ao acordo entre Irã e Estados Unidos.
✨ O estreito de Ormuz é crucial para o transporte de petróleo e outros produtos.
Além disso, a PGSA lançou um novo mapa destacando duas rotas de navegação 'seguras' que se localizam ao sul das rotas anteriormente indicadas. Na tarde da mesma sexta-feira, o serviço de monitoramento Kpler registrou um total de oito navios de matérias-primas cruzando o estreito, uma queda em relação às 22 passagens do dia anterior.
Na quinta-feira, 25 embarcações comerciais, incluindo porta-contêineres, atravessaram o estreito, o que representa o maior volume registrado desde abril. O Centro Conjunto de Informação Marítima (JMIC), uma aliança de 47 países voltada para segurança marítima, reduziu na quinta-feira o nível de risco da navegação na região para 'moderado', o que contrasta com o nível 'grave' do início da semana.
"Os navegadores devem ser alertados sobre a presença de minas enquanto a remoção dessas ameaças continuar
A Marinha do Paquistão confirmou, pela primeira vez desde o início do conflito, a presença de uma mina a quatro quilômetros da costa de Omã, recomendando que as embarcações na área naveguem com extrema precaução. Desde o anúncio do acordo entre Teerã e Washington, ocorrido em 14 de novembro, cerca de 50 navios comerciais entraram ou saíram do Golfo, número muito inferior aos cerca de 600 do mesmo período em junho.
A situação no estreito de Ormuz é sensível, especialmente após as recentes tensões entre Irã e Estados Unidos. A nova exigência de trânsito também coincide com a suspensão de um bloqueio e a expectativa de negociações em Suíça que foram adiadas.
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Jornalista especializado em Internacional

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