Governo do país rejeita ser utilizado como bode expiatório em questões políticas na Espanha.

O governo do Marrocos declarou nesta quinta-feira que não há provas que liguem as autoridades do país à entrada maciça de migrantes no enclave espanhol de Ceuta, ocorrida no final de julho.
Rabat se posicionou firmemente contra a ideia de ser usada como 'bode expiatório' em disputas políticas na Espanha, em resposta ao fluxo de cerca de 70 mil migrantes que chegaram a Ceuta nos dias 30 e 31 de julho.
✨ O Ministério das Relações Exteriores marroquino destacou que 'nenhum dado' evidencia o envolvimento do país, rejeitando também ser utilizado em disputas eleitorais.
A entrada dos migrantes, que aconteceu de forma violenta, resultou em várias mortes e provocou tensões significativas na pequena região, que abriga 80 mil moradores. Muitos migrantes ainda estão em Ceuta, vivendo em condições precárias.
Enquanto o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez reiterou que não há 'evidências sólidas' de intervenção do Marrocos, serviços de inteligência espanhóis analisaram a situação e se debruçaram sobre a atuação das autoridades marroquinas durante a crise.
As autoridades de Rabat solicitaram investigações sobre o evento e questionaram porque os imigrantes ilegais não estão sendo readmitidos, apesar do compromisso do governo marroquino.
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Jornalista especializado em Internacional

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