Cidadãos se manifestam contra cortes de luz em várias regiões do país.

Os gritos de "Queremos luz!" ecoam nas ruas da Venezuela, onde manifestantes se organizam em resposta ao racionamento de energia que afeta diversos setores do país. A situação é agravada pela necessidade crescente de eletricidade para impulsionar a produção de petróleo, especialmente com a abertura ao investimento de grandes empresas após a captura de Nicolás Maduro.
Nos bairros e rodovias, a queima de pneus e o barulho de panelas marcam as noites de protesto, refletindo o crescente descontentamento da população, que enfrenta cortes de luz de até quatro horas diárias. A crise é resultado de anos de má gestão do setor elétrico, desinvestimento e corrupção, levando a um dos piores racionamentos da história do país.
✨ Em um cenário onde a demanda por eletricidade disparou, com picos de 16.400 megawatts, os racionamentos obrigam a população a lidar com apagões que podem durar entre sete e 12 horas diariamente.
Recentemente, diversos estados testemunharam protestos espontâneos, incluindo bloqueios de rodovias, como a que conecta a região oeste à capital, Caracas. Os cidadãos expressam sua insatisfação enquanto as autoridades tentam implementar medidas para recuperar a capacidade de geração de energia, mas as expectativas permanecem baixas.
Diante da pressão interna e externa, a presidente interina, Delcy Rodríguez, firmou acordos com empresas como a GE Vernova para aumentar a produção em quatro anos. No entanto, especialistas advertem que a recuperação do sistema elétrico é uma tarefa monumental, considerada essencial para a recuperação econômica da Venezuela.
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Jornalista especializado em Internacional

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