A saída dos militares americanos é vista como uma vitória pelo Irã, mas preocupa autoridades iraquianas.

As forças dos EUA irão se retirar de suas bases no Iraque nesta quarta-feira (30), o que provoca preocupações sobre a criação de um vácuo de segurança, o fortalecimento das milícias apoiadas pelo Irã e a oportunidade para a reestruturação do grupo Estado Islâmico.
A retirada é vista como uma vitória pelo Irã e seus aliados, e foi acordada em 2024 sob a presidência de Joe Biden, mas aplicada pela administração de Donald Trump, enquanto esta ainda lutava contra a influência iraniana no Iraque, suportada por grupos aliados.
Esse evento ocorre 23 anos depois da invasão liderada pelos EUA que derrubou Saddam Hussein, evento que desencadeou uma série de conflitos e a ascensão do Estado Islâmico.
✨ Apesar do suporte público à saída, as forças de segurança iraquianas temem não estar preparadas para garantir a proteção necessária após a retirada americana, na qual cerca de 4.500 militares dos EUA perderam a vida.
Analistas destacam que a experiência das últimas duas décadas mostra que a falta de segurança pode ser extremamente arriscada.
A retirada das forças americanas acontece após uma operação complexa que envolveu a invasão do Iraque em 2003 e o subsequente apoio às Forças Iraquianas na luta contra o Estado Islâmico entre 2014 e 2017.
Com a saída americana, autoridades iraquianas temem um ressurgimento do Estado Islâmico, que apesar de ter sido derrotado, ainda preserva células dormentes prontas para atuar.
Os militares dos EUA sempre forneceram informações críticas para as forças iraquianas no combate ao Estado Islâmico, além de apoio em termos de vigilância aérea e reconhecimento.
A capacidade das instituições de segurança iraquianas de se preparar para a fase pós-coalizão é agora uma questão chave, com preocupações crescentes sobre a possibilidade do Estado Islâmico utilizar drones armados contra o Iraque.
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Jornalista especializado em Internacional

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