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Internacional
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Retorno de crianças ucranianas gera disputa judicial com a Itália

Batalha legal preocupa autoridades ucranianas sobre bem-estar infantil

Camila Souza Ramos13 de junho de 2026 às 14:10
Retorno de crianças ucranianas gera disputa judicial com a Itália

A diretora de um abrigo infantil ucraniano, Liubov Rudyka, encontrou-se em uma batalha judicial na Itália, após evacuar 25 crianças para o país em busca de segurança durante a invasão russa, com autoridades locais bloqueando o retorno das crianças à Ucrânia.

Alteração de Tutela e Adoção Controversa

Quatro anos após a evacuação, a disputa legal se intensificou, especialmente com o caso de um adolescente de 15 anos chamado Sasha, que foi adotado por uma família italiana, apesar dos protestos da mãe biológica que deseja seu retorno.

O governo ucraniano alerta que o prolongamento da permanência das crianças na Itália pode comprometer suas chances de retorno futuro.

Autoridades ucranianas alegam que as evacuações eram temporárias e que, com a estabilização de algumas regiões, as crianças devem voltar. Entretanto, as autoridades italianas negam a cooperação, alegando que as decisões judiciais são independentes e não podem ser influenciadas.

O Contexto da Crise de Adoção

Fatos Relevantes

Mais de 4.800 crianças ucranianas foram evacuadas para países europeus em 2022. Atualmente, mais de 300 estão com o retorno bloqueado por tribunais locais.

As autoridades italianas implementaram leis que protegem crianças desacompanhadas, o que efetivamente limitou a capacidade da Ucrânia de participar nas decisões sobre o destino das crianças.

Rudyka, que acreditava que as crianças voltariam após um breve período na Itália, encontrou um obstáculo quando as autoridades italianas começaram a designar tutores legais e dar status de refugiado às crianças, desconsiderando sua posição como guardiã legal segundo a lei ucraniana.

A situação é emblemática dos desafios enfrentados por famílias ucranianas e suas crianças em tempos de guerra.

Ainda que algumas crianças tenham conseguido voltar, o caso de Sasha permanece indefinido, com sua adoção aprovada enquanto seus irmãos puderam retornar à Ucrânia.

Impacto Emocional e Testemunhos

Estudos mostram que crianças retiradas de suas casas enfrentam altos níveis de estresse e ansiedade. O professor Diego Mosca, que acolheu crianças em Rota d’Imagna, observou que muitos desenvolvem laços fortes com ambas as culturas e sentem uma divisão emocional.

Os apelos por compaixão e consideração do interesse das crianças ecoam em petições que coletaram milhares de assinaturas, pedindo que as crianças sejam mantidas em segurança, mas permitindo seu retorno à Ucrânia assim que as condições permitirem.

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As crianças só precisam de atenção, do carinho de pessoas que cuidem delas

Michela Noris, voluntária na Itália.

A escolha de não permitir que as crianças se comuniquem com seus familiares ucranianos agrava ainda mais a situação, conforme afirmam os representantes ucranianos.

Desafios em Nível Internacional

As autoridades ucranianas alegam que as ações da Itália não diferem das alegações sobre o tratamento de crianças ucranianas na Rússia, que também é acusada de ignorar os direitos de retorno. Com mais de 300 casos similares, a situação exige atenção e coordenação internacional para garantir o bem-estar das vítimas do conflito.

A luta por justiça e a reunificação familiar continua, refletindo a crise mais ampla enfrentada pelo povo ucraniano.

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