Exército israelense afasta militares envolvidos em ato de vandalismo

O exército israelense anunciou nesta terça-feira (21) que afastou os soldados responsáveis por danificar uma estátua de Jesus Cristo no sul do Líbano, impondo-lhes uma detenção militar de 30 dias.
Além disso, outros seis soldados que presenciaram o incidente, mas não interviram ou relataram o ocorrido, serão convocados para 'discussões de esclarecimento' conforme mencionado pelas Forças de Defesa de Israel (IDF).
O escândalo teve início em 19 de fevereiro, quando uma imagem circulou nas redes sociais mostrando um soldado israelense acertando com um machado a cabeça da estátua de Jesus, situada na cidade de Debel, conhecida por sua população majoritariamente cristã.
✨ O vice-prefeito de Debel, Maroun Nassif, qualificou o ato como 'um ataque às nossas crenças sagradas'.
Em resposta ao incidente, as IDF iniciaram uma investigação e qualificaram o comportamento dos soldados como 'inaceitável e em desacordo com os valores das tropas'. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu expressou seu descontentamento, afirmando estar 'chocado e entristecido' pelo vandalismo, ao qual condenou severamente.
Nesta terça, as IDF informaram que estão em coordenação com a comunidade local para substituir a estátua danificada, sendo que uma nova, fabricada em metal, já foi instalada.
✨ As IDF expressaram pesar pelo ocorrido e se comprometeram a evitar que situações semelhantes se repitam.
Wadih El Khazen, ex-ministro do Turismo e influente líder cristão maronita no Líbano, solicitou uma ação internacional para responsabilizar aqueles que cometerem tais atos. Segundo El Khazen, 'a verdade histórica sobre a guerra no Líbano nos impõe a responsabilidade de proteger os civis e promover uma paz duradoura.'
Debel, onde ocorreu o incidente, é uma das 55 localidades no sul do Líbano que estão sob ocupação israelense, localizada a cerca de seis quilômetros de Bint Jbeil, um ponto estratégico cercado pelas Forças de Defesa de Israel.
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Jornalista especializado em Internacional

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