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Internacional
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União Europeia discute repatriação de afegãos com o Talibã

Negociações em Bruxelas ocorrem amid críticas de ONGs

Ricardo Alves23 de junho de 2026 às 13:10
União Europeia discute repatriação de afegãos com o Talibã

Na última terça-feira, representantes do governo taleban se reuniram com a União Europeia em Bruxelas, onde discutiram a possibilidade de repatriar imigrantes afegãos, apesar das intensas críticas de organizações não governamentais.

Desde que o Talibã retomou o controle do Afeganistão em 2021 após duas décadas de conflito e a retirada das tropas americanas, esse governo nunca foi oficialmente reconhecido pela UE. Um funcionário afegão, que preferiu manter o anonimato, descreveu as reuniões como 'construtivas' e expressou esperança por resultados positivos.

Reuniões e Discussões Técnicas

Markus Lammert, porta-voz da Comissão Europeia, confirmou que houve uma reunião técnica entre países da União e as 'autoridades afegãs de fato', que estão encarregadas dos processos de retorno e readmissão dos imigrantes. A reunião contou com a participação de aproximadamente quinze Estados-membros, o que possibilitou dar continuidade às discussões realizadas em Cabul em janeiro de 2026, enfocando a identificação dos repatriados e a emissão de documentos de viagem.

Entre 2013 e 2024, quase um milhão de pedidos de asilo de afegãos foram recebidos pelos países da UE, com aproximadamente metade deles sendo aprovados.

Embora a UE não reconheça o regime taleban, o comissário europeu de Migração, Magnus Brunner, destacou a importância de dialogar com eles. Nesse contexto, alguns países membros pretendem priorizar o retorno de indivíduos considerados ameaças à segurança, além de criminosos condenados.

Críticas de Ativistas e ONGs

A ativista Malala Yousafzai manifestou seu choque com a realização das negociações, condenando a perseguição das mulheres sob o regime taleban. Por sua vez, a Human Rights Watch alertou que a colaboração da UE com os talebans nas deportações pode comprometer a credibilidade do bloco em questões de direitos humanos.

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