Juiz de Itabira defende audiências presenciais com referências literárias
Magistrado critica digitalização e valoriza relações humanas

O juiz Adriano Antonio Borges, da 2ª Vara do Trabalho de Itabira, emitiu um despacho inovador ao justificar a realização de audiências presenciais, utilizando citações da música e da literatura para articular seu ponto de vista.
No documento, o magistrado exige que a parte autora apresente um documento de identificação e marca uma audiência para julho. Em seguida, adota um tom filosófico ao discutir a importância da presença física nas interações humanas.
✨ O juiz critica severamente o formato digital, chamando-o de 'escravidão cibernética'.
Borges inicia sua argumentação citando um verso da canção de Arnaldo Antunes e Alice Ruiz, 'Socorro! Eu não estou sentindo nada', e evoca o poeta português Fernando Pessoa para enfatizar a relevância de refletir sobre a experiência humana e os afetos.
Durante sua análise, o juiz critica a crescente digitalização das audiências, alertando que isso pode perpetuar desigualdades sociais e provocar um distanciamento do Estado em relação à população.
"Não podemos permitir, data venia, um estado 'suicidário' que se distancia 'presencialmente' do seu povo
Ele argumenta que o formato digital reduz o juiz a uma mera 'máquina de ler QR Code', o que prejudica a autenticidade da comunicação humana no ambiente jurídico.
O juiz argumenta que a interação presencial é vital para a prática da jurisdição, mencionando a necessidade de 'cruzamento de almas' nas audiências.
Enriquecendo seu despacho, Borges ainda faz referências a figuras literárias e mitológicas, como Apolo e Dionísio, e menciona seu descontentamento com o ritmo das audiências virtuais, a que se refere como 'náusea clariciana'.
Ao concluir, ele reforça que, em 'terra do poeta', referindo-se a Itabira, não se deve adotar um modelo de juízo totalmente digital em tempos normais, optando pela realização da audiência presencial.
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