A decisão gerou críticas da Ucrânia e controvérsias entre os membros do bloco.

A União Europeia decidiu, nesta terça-feira, prorrogar suas sanções contra a Rússia, mas retirou do bloco dois oligarcas, gerando descontentamento na Ucrânia. A decisão foi tomada a contragosto, com pressão da França e de Luxemburgo.
Representantes dos 27 países do bloco renovaram as sanções, que se aplicam a cerca de 3.000 indivíduos e entidades que apoiam a guerra da Rússia contra a Ucrânia. Os empresários Alisher Usmanov e Mikhail Fridman foram os oligarcas isentos, segundo fontes diplomáticas.
✨ A Ucrânia considerou a decisão como "vergonhosa" e "injustificada", pedindo que os países da UE imponham sanções nacionais contra os dois empresários.
O chanceler ucraniano afirmou que a retirada das sanções envia um sinal equivocado a Moscou. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, também criticou a decisão, ressaltando a gravidade dos ataques russos em seu país.
Enquanto isso, a França justificou a isenção por motivos de segurança nacional, apesar de rumores sobre um possível acordo envolvendo cidadãos franceses detidos no Azerbaijão. A Rússia, por sua vez, pediu a suspensão de todas as sanções contra seus empresários.
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, reiterou a importância das sanções contra a Rússia, afirmando que elas são essenciais para impedir o financiamento da guerra.
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Jornalista especializado em Internacional

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