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Justiça
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Atualização da 'lista suja' inclui 169 empregadores por trabalho escravo

Cantor Amado Batista e montadora BYD estão entre os nomes novos.

Carlos Silva07 de abril de 2026 às 08:05
Atualização da 'lista suja' inclui 169 empregadores por trabalho escravo

O governo federal atualizou nesta segunda-feira, 6 de março, a 'lista suja', que registra empregadores que submetem trabalhadores a condições análogas à escravidão, incluindo 169 novos nomes, um aumento de 6,28%.

Dentre as novas inclusões, destacam-se 102 pessoas físicas e 67 pessoas jurídicas, incluindo o cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD. Com essa atualização, o total de empregadores na lista chega a aproximadamente 613.

Novos casos resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em condições de exploração.

Setores mais afetados

Os setores com maior número de inscrições foram: Serviços Domésticos (23), Criação de Bovinos para Corte (18), Cultivo de Café (12) e Construção de Edifícios (10).

Resgates e irregularidades na BYD

A montadora BYD foi incluída na 'lista suja' após um episódio envolvendo o resgate de trabalhadores chineses em dezembro de 2024, quando 220 operários foram encontrados vivendo em condições precárias na construção de sua fábrica na Bahia.

Esses trabalhadores enfrentavam condições desumanas, com alojamentos sem higiene e vigilância armada. O MPT-BA verificou a retenção de passaportes e contratos que violavam os direitos trabalhistas.

Em resposta, a BYD anunciou o fim do contrato com a empreiteira envolvida e estabeleceu um acordo de R$ 40 milhões com o MPT-BA para compensar as vítimas.

Critérios para inclusão na lista

Os nomes são adicionados após a conclusão de processos administrativos que confirmam as irregularidades. Os empregadores podem ser removidos se assinarem um termo de ajustamento de conduta e compensarem as vítimas.

Fiscalização e denúncia

O Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), com 30 anos de atuação, é responsável por esse combate e já resgatou mais de 68 mil trabalhadores desde sua criação. Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas anonimamente através do Sistema Ipê.

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