Disputa eleitoral gera mais de 1.010 ações e investigações no Tribunal Superior Eleitoral.

A disputa judicial envolvendo as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se intensifica após as eleições de domingo (25). Este confronto é descrito como "sem precedentes" e já resultou em mais de 1.010 ações na Corte, abordando principalmente questionamentos sobre propaganda eleitoral e impulsionamento irregular de conteúdo.
Com o término da campanha, a atenção do TSE se voltará para as Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes), que visam a possível cassação das chapas. Atualmente, foram protocoladas oito ações contra Flávio e sete contra Lula, com pedidos ainda pendentes de análise pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva.
✨ As ações buscam proteger a legitimidade das eleições, investigando possíveis abusos de poder político, econômico e uso inadequado dos meios de comunicação.
As alegações da campanha de Flávio Bolsonaro contra Lula incluem o uso de um canal de WhatsApp para aumentar artificialmente o engajamento nas redes e manipular tendências de busca. Além disso, acusações de uso de recursos públicos para promoção de benefícios sociais também são parte das denúncias. Em contrapartida, a campanha de Lula tem acusado Flávio de uso indevido de comunicação social e financiamento irregular de campanha, com suspeitas de movimentação de R$ 69 milhões.
Conforme as regras do TSE, cabe à Corregedoria lidar com as Aijes, podendo, caso as acusações sejam confirmadas, tornar condenados inelegíveis por até oito anos, independentemente do impacto nas eleições.
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