Decisão da Suprema Corte dos EUA influencia futuros processos contra a empresa.

A Bayer conquistou uma importante vitória em um julgamento sobre o herbicida Roundup, que possui o glifosato como princípio ativo. Este é o primeiro caso julgado desde que a Suprema Corte dos Estados Unidos, em junho, limitou os argumentos legais em processos contra a empresa.
Apesar desse triunfo, a Bayer continua a enfrentar aproximadamente 65 mil ações judiciais no território americano. A empresa está buscando encerrar muitas delas com um acordo de US$ 7,25 bilhões, que ainda está sendo analisado por um juiz estadual no Missouri.
✨ O julgamento em St. Louis envolveu três mulheres diagnosticadas com linfoma não-Hodgkin, as quais atribuíram suas doenças ao uso regular do herbicida Roundup. Elas processaram a Monsanto, subsidiária da Bayer, em 2020, alegando que o produto apresentava defeitos de projeto e riscos excessivos, além da negligência na comercialização.
A decisão do júri foi unânime em favor da Monsanto, e isso ocorre em um momento em que a Suprema Corte barrou ações baseadas na falta de advertências sobre os riscos de câncer nos rótulos do Roundup. A Corte determinou que os fabricantes devem seguir os rótulos aprovados pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), que não requerem esse tipo de aviso.
Enquanto isso, a Bayer nega que o glifosato cause câncer e defende que várias décadas de estudos confirmam sua segurança. A EPA, embora tenha concluído anteriormente que o glifosato provavelmente não é cancerígeno, está realizando uma nova avaliação da segurança da substância.
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