Debate sobre juízes 'vermelhos' e 'azuis' agita TST nesta segunda-feira
Ministros Luiz Philippe e Ives Gandra discutem divisões no tribunal.

Os ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello e Ives Gandra Martins, protagonizaram um acalorado debate sobre as categorias de juízes nesta segunda-feira, 4, em uma sessão plenária. O tema gerou repercussão significativa, uma vez que envolveu a identificação de juízes como 'vermelhos' ou 'azuis', refletindo possíveis linhas de atuação no tribunal.
Durante a discussão, Mello, presidente do TST, esclareceu uma declaração feita anteriormente em evento da magistratura em Brasília, onde abordou que, na sua visão, "não existem juízes azuis nem vermelhos", mas sim aqueles que estão comprometidos com o "desenvolvimento e fortalecimento da Justiça do Trabalho".
✨ Mello se mostrou surpreso ao ver slides de uma apresentação de Gandra, que categorizava ministros como 'azuis' e 'vermelhos', indicando uma divisão de ideologias.
Mello enfatizou que seu foco é a defesa da Justiça do Trabalho e desconsiderou qualquer rotulação que seja atribuída a ele. "Paixão pela cor que me deram", declarou, pedindo consideração por suas atividades em prol da instituição. Ele lamentou que, em tempos passados, as discussões eram orientadas por argumentos e ideias, sem rótulos ideológicos.
Em resposta, Ives Gandra concordou que existe uma divisão real dentro do TST, ao ponto de descrever visões conflitantes sobre a interpretação do direito trabalhista. "É uma realidade que enfrentamos diariamente", destacou Gandra.
Ele reconheceu que alguns colegas consideraram sua metáfora ofensiva e prometeu de alguma forma evitar esses termos no futuro. No entanto, Gandra ressalvou que o Supremo Tribunal Federal (STF) também notou que o TST não necessariamente segue suas interpretações em questões trabalhistas.
Para encerrar a sessão, Mello reiterou que as decisões no TST são tomadas de forma colegiada, sem interferências ou manipulações, e que a interpretação da Constituição e da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não pertence a uma única voz.
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