Voltar
Justiça
2 min de leitura

Delação de Vorcaro esfria por falta de nomes a serem citados

Ex-CEO do Banco Master reconsidera colaborações com autoridades

Tiago Abech23 de abril de 2026 às 12:30
Delação de Vorcaro esfria por falta de nomes a serem citados

Após firmar um acordo de confidencialidade com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, o ex-CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, decidiu reavaliar os nomes que tinha apresentado aos seus advogados para uma possível delação premiada. Embora tenha se mostrado disposto a cooperar com as investigações, seu principal objetivo permanece a busca pela liberdade, sem a intenção de incriminar outros indivíduos.

Nos últimos dias, a proposta de delação de Vorcaro perdeu força, conforme relatado por pessoas próximas ao caso. Figuras de destaque que haviam sido mencionadas anteriormente deixaram de ser alvo de suas possíveis acusações. Orientado por seus advogados, o ex-banqueiro agora pondera as consequências de suas declarações, enquanto considera as evidências já reunidas nas investigações, que devem ser confrontadas com suas próprias testemunhas.

Vorcaro enfrenta dificuldades e deve evitar citar nomes em suas declarações para não complicar sua situação.

A Polícia Federal e a Procuradoria podem ser rigorosas ao investigar supostas atividades ilícitas envolvendo autoridades, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal. A delação de Vorcaro também está sob a supervisão do ministro André Mendonça, que já avisou que não hesitará em expor qualquer envolvimento se houver comprovações.

Até o momento, os ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Kassio Nunes Marques foram citados nas investigações. Toffoli admitiu ter vendido uma parte de sua empresa ao fundo Arleen, vinculado ao Banco Master, enquanto Moraes negou interações com Vorcaro, apesar de testemunhos contrários. Nunes Marques também confirmou um voo com a empresa do ex-banqueiro, alegando que era um convite de amigos.

Adicionalmente, há investigações sobre o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que supostamente se encontrou com Vorcaro e o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, para discutir a aquisição de parte do Banco Master.

Vorcaro foi detido pela primeira vez em novembro do ano passado. Após decisão da desembargadora do TRF-1, Solange Salgado da Silva, ele foi solto sob medidas cautelares, mas foi preso novamente em março deste ano por determinação do ministro Mendonça, e atualmente encontra-se custodiado na Superintendência da Polícia Federal. Recentemente, Vorcaro apresentou problemas de saúde e foi autorizado a realizar exames médicos.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Justiça