Deputado Gustavo Gayer é condenado por ofensas misóginas
Justiça determina indenização e retratação nas redes sociais

A Justiça do Distrito Federal condenou o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) a pagar uma indenização de R$ 20 mil devido a ofensas misóginas dirigidas à ex-ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT).
Gayer postou um vídeo no X em março de 2025, insinuando que o presidente Lula (PT) oferecia a ministra aos líderes do Congresso, fazendo uma comparação com um cafetão e uma 'garota de programa'. Além disso, ele propôs que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), formasse um 'trisal' com Gleisi e seu marido, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).
Sentença e Argumentação
A condenação foi proferida pela 6ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF, que também ordenou Gayer a publicar uma retratação em suas redes sociais em até dez dias, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. O desembargador Alfeu Machado, relator do caso, destacou que a representação pública não apenas repara a ofensa, mas também serve uma função pedagógica contra violência política e machismo.
✨ Linguagem chula e desprovida de conteúdo político, segundo a Justiça.
O colegiado reverteu uma decisão anterior que não havia imposto a indenização. Em resposta, Gleisi e Lindbergh compartilharam um vídeo reafirmando que essa condenação representa não apenas uma vitória pessoal, mas um recado contra o machismo e a violência política dirigida às mulheres.
O gabinete de Gayer foi contatado para comentar a decisão judicial, mas ainda não se obteve uma resposta.
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