Antônio Carlos Freixo Junior afirma ter suspeitado de irregularidades nas transações.

O empresário Antônio Carlos Freixo Junior, que transferiu US$ 12,3 milhões ao fundo do filme Dark Horse a pedido de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, relatou que tentou recuperar o valor ao desconfiar de irregularidades, mas não obteve êxito.
Em setembro de 2025, a quantia correspondia a R$ 62,8 milhões. A Polícia Federal (PF) investiga o caso e apurou que há indícios de que a versão de Freixo Junior pode não ser verdadeira.
Recentemente, a PF solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, uma prorrogação de 90 dias para a investigação referente ao financiamento do filme Dark Horse, que retrata a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
✨ Freixo Junior fechou um acordo de delação premiada homologado em setembro e precisa colaborar nas investigações para obter benefícios em caso de condenação.
O delator, conhecido como Mineiro, relatou que a abordagem inicial sobre o investimento partiu de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e que não foi informado sobre a finalidade dos recursos, acreditando que se tratava de um fundo imobiliário.
Ele enfatizou que jamais teria concordado em participar de uma operação com riscos reputacionais, caso soubesse da aplicação do montante na produção do filme. A PF, no entanto, destacou um documento que contradiz essa afirmação, indicando que a produção cinematográfica era conhecida.
Para esclarecer a situação, a PF pretende realizar perícias contábeis e análises de quebras de sigilo, além de solicitar formalmente os documentos que comprovem os pedidos de resgate do capital investido.
A defesa de Freixo Junior não se manifestou até a publicação desta reportagem.
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