Operação investiga infiltração criminal nas Promotorias de Justiça

Um ex-estagiário do Ministério Público de São Paulo foi detido nesta terça-feira (9) por supostamente se infiltrar em uma Promotoria de Justiça de Campinas para cometer crimes e invadir sistemas de dados da instituição.
A prisão ocorreu durante a Operação Infiltrados, que também resultou na captura do Chefe dos Investigadores da Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas e de um ex-investigador da Polícia Civil.
As investigações revelaram que o então estagiário do MP estava envolvido em uma trama de extorsão utilizando informações obtidas de forma ilícita. Ele teria se infiltrado na Promotoria com o intuito de identificar criminosos com alto poder aquisitivo e posteriormente exigir dinheiro deles em troca de proteção.
✨ O estagiário contava com a colaboração de um policial penal e um ex-policial civil, que já havia sido expulso da força policial por atos relacionados à extorsão.
Os atos de extorsão eram realizados utilizando a internet de um escritório de advocacia, o que levanta questões sobre a segurança e vigilância nesses ambientes.
Uma semana antes da Operação Pronta Resposta, em 2025, houve um encontro entre um suspeito de orquestrar um plano para assassinar um promotor e o Chefe dos Investigadores da Dise, que também foi preso. O Ministério Público está aprofundando as investigações sobre as informações privilegiadas que podem ter sido vazadas.
A Operação Infiltrados é um desdobramento das Operações ‘Pronta Resposta’ e ‘Off White’, e recebeu apoio das Corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal, além da Comissão de Prerrogativas da OAB durante as buscas em escritórios de advocacia.
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