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Justiça
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Fachin defende afastamento do Judiciário de ambições políticas

Presidente do STF fala sobre a ressignificação do papel da magistratura

Giovani Ferreira11 de maio de 2026 às 17:30
Fachin defende afastamento do Judiciário de ambições políticas

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, destacou a importância do Judiciário se distanciar de interesses políticos e ambições pessoais durante um evento no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Fachin enfatizou que é essencial redefinir a função da magistratura, afirmando: "É um tempo para ressignificar o papel da magistratura e do poder Judiciário, afastando-se de cálculos políticos e da ambição desmedida".

Judiciário deve priorizar a justiça e não interesses políticos.

O ministro criticou a atuação de quem não segue esse princípio, afirmando que "quem assim não age, não pode ser denominado de magistrado". Ele reiterou que o Judiciário deve operar exclusivamente dentro dos limites legais para garantir a justiça.

Essas declarações surgem em um contexto de crescente tensão entre ministros da Corte, especialmente após revelações sobre a relação de membros do STF com o ex-CEO do banco Master, Daniel Vorcaro.

Fachin também destacou que é possível criticar as instituições visando o seu aprimoramento, enfatizando que essa crítica deve servir para fortalecer as instituições como um patrimônio da civilização.

O presidente do STF tem sido um defensor ativo da implementação de um código de conduta para os ministros da Corte. Entretanto, a proposta enfrenta resistências, incluindo a de uma ala majoritária que acredita que uma norma ética não resolverá os problemas centrais do Judiciário.

"

Podemos fazer mais e melhor mesmo em tempo de crises, mesmo em tempo de interrogações e dúvidas.

Edson Fachin

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