Família espera compensação por poluição em propriedade no Paraná
Caso de suposta contaminação por petróleo revela incertezas legais

Em Itapejara D'Oeste, no Paraná, a família de Ervino Maciel luta há quase 15 anos para esclarecer a presença de uma substância semelhante ao petróleo encontrada em sua propriedade.
Patrícia Misturini, neta de Maciel, expressou sua preocupação em relação à contaminação e a urgência por uma resposta oficial, não apenas por questões financeiras, mas pelas implicações à saúde e segurança da família.
Contexto
Em 2012, a alegada descoberta de petróleo levou à interrupção das atividades agropecuárias na propriedade, uma área de 9,6 hectares que abrigava pecuária leiteira.
Os problemas começaram com a morte de alguns animais, levando à realização de uma investigação que indicou a possível presença de hidrocarbonetos na água do poço da área. Enquanto isso, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) garante que não foram encontrados vestígios de petróleo.
"Não recebemos comunicação oficial sobre os laudos e continuamos sem solução
✨ O caso de Itapejara D'Oeste não é único; um agricultor no Ceará enfrenta situação semelhante.
Em março de 2026, Sidrônio Moreira, do Ceará, encontrou um líquido denso e preto ao tentar furar poços artesianos, enfrentando perdas financeiras significativas.
A ANP orienta que, caso alguém suspeite de petróleo, deve interromper todas as atividades na área e informar a agência para garantir a segurança. A manipulação inadequada pode resultar em sérios riscos à saúde.
Além disso, se a presença de petróleo for confirmada, o proprietário terá direito a compensações financeiras. Contudo, a Constituição Federal estabelece que esses recursos são propriedade da União.
Recentemente, cidades paranaenses começaram a receber royalties da exploração mineral, mas a apreensão sobre a situação das famílias afetadas por contaminações ainda é uma realidade angustiante.
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