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Justiça
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Empresário condenado por golpe agrícola ganha prisão domiciliar

Celso Fruet, ex-dono de cerealista, cumpre pena em casa após decisão judicial

Giovani Ferreira16 de junho de 2026 às 15:50
Empresário condenado por golpe agrícola ganha prisão domiciliar

O empresário Celso Fruet, de 72 anos, condenado por fraudar produtores rurais em Campo Bonito, no Paraná, recebeu autorização da Justiça para cumprir sua pena em regime domiciliar. Ele deixou o presídio de Cascavel no último sábado, 13 de junho, e passará a usar tornozeleira eletrônica em casa.

A decisão judicial levou em conta a idade e a saúde fragilizada de Fruet, além de não haver violência nos crimes cometidos. O advogado Milton Machado, que representa vítimas do golpe, expressou sua preocupação e inconformismo, ressaltando que a medida surpreendeu os agricultores que ainda lidam com os danos financeiros e emocionais provocados pelo empresário.

Fruet foi condenado a 16 anos de prisão por 124 crimes de estelionato, enriquecendo em R$ 20,3 milhões ao fechar sua empresa sem pagar pelos grãos que recebeu.

Desde a condenação, mantida pelo Ministério Público, Fruet teve que arcar com uma multa de R$ 959,6 mil e compensar R$ 23,8 milhões às vítimas. O advogado de defesa, Roberto Brzezinski Neto, não respondeu aos pedidos de comentário sobre a nova decisão judicial.

Entenda o caso

Denunciado em outubro de 2025, Fruet atuou no setor agrícola por cerca de 30 anos. Ele gerenciava uma cerealista quando, mesmo após vender o negócio, continuou comprando grãos sem cumprir com os pagamentos. Com o fechamento da empresa em julho de 2025, agricultores ficaram sem receber o que lhes estava devido.

Contexto

A liberação para cumprir pena em prisão domiciliar trouxe à tona questões sobre justiça e impunidade na percepção das vítimas, que enfrentam significativos prejuízos.

A decisão de prisão domiciliar foi fundamentada na saúde e idade do réu, mas traz à tona a necessidade de avaliar a situação das vítimas que agora questionam a efetividade da Justiça no caso.

"

É necessária a observância dos direitos de todos, mas é fundamental que as vítimas também tenham sua busca por justiça respeitada

Milton Machado, advogado das vítimas.

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