Operação Avaritia desmantela esquema criminoso em São Paulo

Na manhã desta quinta-feira (3), a Polícia Civil de São Paulo deflagrou a segunda fase da Operação Avaritia, mirando uma quadrilha suspeita de fraudes em financiamentos públicos do programa Desenvolve SP. As evidências indicam que as fraudes podem ter desviado R$ 70,4 milhões entre 2021 e 2022.
Durante a operação, 22 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em São Paulo e no Rio de Janeiro. A ação objetiva coletar documentos, equipamentos eletrônicos e quaisquer provas que confirmem o esquema fraudulento, além de tentar identificar os beneficiários dos recursos desviados.
✨ O esquema envolveu contadores e advogados, permitindo que os financiamentos fossem liberados sem a quitação dos contratos.
O delegado Luiz Fernando Dias de Oliveira informou que o dinheiro obtido ilícitamente foi frequentemente lavado através de outras operações, dificultando seu rastreamento. A Operação Avaritia é coordenada pelo NECCOLD, Deic e Deinter-2, contando com cerca de 80 policiais civis.
As apurações sobre o esquema criminoso começaram com uma denúncia em janeiro de 2022 recebida pela Ouvidoria da Desenvolve SP. Após investigações, as autoridades descobriram que a organização criminosa, com sede em Campinas, usou empresas laranjas e informações financeiras fraudulentas para assegurar os financiamentos.
"Esse esquema se aproveitou da expansão emergencial do crédito durante a pandemia, um momento crítico para muitas empresas
O Ministério Público de São Paulo tomou conhecimento do caso em novembro de 2022 e notificou entidades como o Banco Central. A Desenvolve SP, em investigações posteriores, revelou que colaboradores da agência estavam envolvidos na fraude, o que levou à criação de um grupo especializado para auditoria.
✨ Portanto, ações administrativas foram tomadas, resultando no desligamento de cinco colaboradores e na implementação de novas políticas de crédito e prevenção à lavagem de dinheiro.
A primeira fase da operação, realizada em outubro de 2023, resultou na apreensão de veículos, celulares, joias, computadores e documentos. Esses itens foram analisados e ajudaram a avançar as investigações, que permanecem sob sigilo.
O governo paulista continua a colaborar com os órgãos de justiça e já alertou o Tribunal de Contas do Estado sobre a situação, buscando garantir transparência e justiça no caso.
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Jornalista especializado em Justiça

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