Ministro defende prisão domiciliar, mas é voto vencido no STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, posicionou-se contra a manutenção da prisão em regime fechado de Henrique Vorcaro e Felipe Cançado, parentes do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigados em fraudes no Banco Master.
Mendes argumentou que a prisão deveria ser substituída por uma medida domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. Contudo, sua proposta foi rejeitada na 2ª Turma do STF, onde o ministro Luiz Fux e o relator André Mendonça votaram pela manutenção dos réus na prisão.
✨ A prisão preventiva é considerada necessária para garantir a ordem pública e a instrução criminal, segundo o relator.
O caso foi analisado presencialmente após pedido de vista de Mendes, que tinha sido discutido previamente no plenário virtual. A defesa de Vorcaro argumentou que a decisão inicial foi erroneamente conduzida pela autoridade policial, ressaltando que suas comunicações interceptadas estavam relacionadas a um negócio imobiliário.
Além disso, a defesa sustentou que não há mais riscos à ordem pública, conforme os problemas já seriam controlados desde a fase inicial da operação, iniciada em março de 2026.
No entanto, André Mendonça destacou que existem evidências robustas de que tanto Henrique quanto outros envolvidos continuam a atuar em núcleos criminosos que ainda não foram totalmente identificados, além de possuírem a capacidade de comprometer as investigações.
"Os indícios de participação dos réus nos delitos investigados indicam um risco concreto se eles forem soltos, o que poderia comprometer a investigação em andamento.
A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema de fraudes bancárias envolvendo diversas partes, levantando preocupações sobre a continuidade dos crimes e a possibilidade de destruição de provas.
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Jornalista especializado em Justiça

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