Grupo anuncia reestruturação de R$ 4,568 bilhões em dívidas, garantindo a continuidade das operações das lojas.

O plano de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar (GPA) foi homologado pela Justiça de São Paulo, conforme anunciado pela própria companhia nesta quarta-feira. A reestruturação envolve R$ 4,568 bilhões em dívidas, com adesão de credores representando 57,49% do montante total, percentual superior ao mínimo exigido pela legislação.
Autorizado em março, o pedido de recuperação extrajudicial permitiu ao GPA renegociar suas obrigações financeiras diretamente com credores, evitando um processo judicial mais complexo. O objetivo do acordo é garantir condições mais favoráveis de pagamento e reorganizar as finanças da empresa.
✨ A homologação do plano permite que o GPA continue operando normalmente, uma vez que as dívidas consistem apenas em créditos renegociados, sem afetar as operações diárias da loja.
Os credores tiveram a opção de escolher entre três modalidades de pagamentos. A grande maioria, 88,40%, optou pela Opção A, que não oferece desconto sobre o valor original da dívida e requer um aporte de R$ 200 milhões em novos recursos para a companhia. Neste formato, a dívida será convertida em títulos que poderão gerar juros e, em alguns casos, serem transformados em ações do GPA até 2031.
O novo plano estabelece que o prazo médio para o pagamento das dívidas não convertidas em ações será ampliado de 2,1 anos para 6,4 anos. As dívidas terão uma taxa de juros atrelada ao CDI, em adição de 0,5 ponto percentual ao ano, reduzindo a pressão do pagamento imediato sobre o caixa do GPA.
As operações das lojas do GPA não serão afetadas pela renegociação, permitindo que a empresa mantenha sua atividade normal enquanto ajusta suas finanças para enfrentar o cenário econômico.
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Jornalista especializado em Justiça

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