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Justiça
2 min de leitura

Grupo de policiais e milicianos monitorava ações contra banqueiro

Organização arrecadava R$ 400 mil mensais para intimidar e obter informações

Acro Rodrigues17 de junho de 2026 às 16:50
Grupo de policiais e milicianos monitorava ações contra banqueiro

Uma investigação da Polícia Federal revelou que Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Mater, mantinha um grupo de policiais aposentados, milicianos e bicheiros que recebia R$ 400 mil por mês para obter informações sigilosas e intimidar adversários.

Os dados foram divulgados durante a Operação Compliance Zero, conforme documentos apresentados pelo ministro do STF, André Mendonça, no dia 16. O grupo, denominado “A Turma”, era chefiado pelo ex-policial federal Marilson Roseno da Silva e operava sob o comando de Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”.

Grupo monitorava investigações policiais e intimidava ameaças ao banqueiro.

De acordo com a PF, Mourão e Henrique Vorcaro, pai de Daniel, eram os responsáveis pelos pagamentos ao grupo. Entre as funções da organização estavam o acesso a dados sigilosos e a intimidação de pessoas que poderiam representar perigo para Vorcaro.

A PF constatou que “A Turma” atuou continuamente mesmo após as fases da Operação Compliance Zero. Até agora, três policiais federais, além de um membro do jogo do bicho, foram identificados como parte do núcleo.

Detalhes das Investigações

Investigações indicam que a organização pode ter recebido cerca de R$ 9,6 milhões entre 2023 e 2025 através de empresas ligadas a Vorcaro.

Os indícios sugerem que a organização teria de quatro a seis outros membros ainda não identificados. Os pagamentos eram realizados pela King Participações Imobiliárias Ltda., e em certos momentos, Daniel Vorcaro oferecia bônus aos integrantes da equipe.

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