Polícia Civil acusa suspeito de comercializar bebida para mais de 20 estados.

Um homem de 37 anos foi preso na quinta-feira, 5, em Palhoça, na Grande Florianópolis, sob a acusação de vender ayahuasca pela internet, alcançando mais de 20 estados.
A Operação Desvio Ritual foi realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal com apoio da polícia catarinense. O suspeito mantinha um perfil no Instagram, ostentando mais de 3 mil seguidores, onde promovia a bebida como 'microdose' para ansiedade, depressão e insônia, oferecendo preços e promoções.
✨ Uma encomenda apreendida em Brasília foi submetida a perícia, que identificou a presença de DMT, substância considerada ilegal.
A venda aberta de ayahuasca sem triagem ou acompanhamento, assim como a promoção de tratamentos para transtornos mentais, levanta preocupações sobre saúde pública. Apesar da proibição legal, a falta de informações claras e a ausência de uma análise aprofundada da composição da bebida complicam a situação.
Alexandre Giacomo, advogado ligado à Federação do Povo Huni Kuĩ do Acre, destaca um 'equívoco técnico grave' ao confundir a substância química DMT com o preparado botânico tradicional, cuja composição é diferente.
Por sua vez, o advogado Konstantin Gerber ressalta que a venda de 'microdoses' em redes sociais configuraria uma infração sanitária, o que poderia resultar em multas. Ele reforça que a irregularidade administrativa não deve ser confundida com a responsabilização criminal.
A operação gerou repercussão na mídia, mas a cobertura muitas vezes careceu de contraponto, não apresentando vozes da defesa ou especialistas, e misturou suspeição e indiciamento sem a devida análise crítica.
A nova operação ocorre em um momento de revisão das regras sobre a ayahuasca pelo Conad, que deve analisar recomendações do Ministério Público Federal para atualizar a legislação sobre seu uso religioso e terapêutico.
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