Falhas nos lacres de invólucros levam à devolução de celulares, pendrives e notebooks.

O Instituto de Criminalística rejeitou a aceitação de uma série de pendrives, celulares e notebooks que foram apreendidos pela Polícia Civil durante a investigação referente ao filme 'Dark Horse'. A decisão ocorreu devido a falhas nos lacres dos pacotes em que os equipamentos foram acondicionados.
Conforme um relatório estadual, foi constatado que os invólucros estavam inadequadamente carregados, permitindo uma abertura que concedia acesso aos aparelhos, mesmo com os lacres aparentemente fechados. Ao todo, foram recusados cinco celulares, 13 pendrives e nove notebooks.
✨ Um segundo relatório afirmou que em determinados invólucros a abertura era suficientemente grande para permitir a inserção de cabos de alimentação e transferência de dados, o que possibilitaria a manipulação das informações contidas nos dispositivos.
Após a recusa, a Polícia Civil informou que recebeu o material novamente para 'readequar os invólucros e a aposição de novos lacres', visando a preservação da integridade dos objetos e a continuidade da cadeia de custódia, antes do retorno ao Instituto de Criminalística.
Além disso, no último domingo (13), o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu levantar o sigilo da investigação relacionada ao caso 'Dark Horse', que analisa a possível destinação irregular de emendas parlamentares para financiar a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão inclui o material produzido pela Polícia Civil de São Paulo sobre a Go Up, produtora responsável pelo filme. O ministro também determinou que a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disponibilizasse à Polícia Federal todo o material bruto extraído de celulares apreendidos, além dos computadores e documentos relacionados.
Essa investigação é uma das duas frentes em andamento no STF referentes ao financiamento de 'Dark Horse', sendo que a outra se concentra em possíveis irregularidades nas emendas parlamentares e está sob a relatoria do ministro André Mendonça.
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Jornalista especializado em Justiça

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