Decisão do CNJ confirma afastamento do juiz Paulo Furtado

O plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, na última terça-feira, manter o afastamento do juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho do caso de falência do Banco Santos. A medida se baseou em investigações sobre sua conduta durante o processo.
O juiz Furtado, responsável pela 2ª Vara de Falências de São Paulo, teria realizado sugestões impróprias aos herdeiros do ex-controlador Edemar Cid Ferreira, mencionando a venda do banco ao Banco Master, além de criticar os advogados envolvidos e propor sua substituição.
✨ O CNJ suspendeu todo o processo de falência e o corregedor Campbell Marques considerou as atitudes do juiz como violações de deveres funcionais.
A reunião em questão ocorreu em 2024, muito antes da revelação de fraudes ligadas ao Banco Master. Campbell Marques observou que as ações do magistrado ultrapassaram a simples possibilidade de erro, caracterizando um comportamento inadequado para um juiz.
Apesar do afastamento total inicialmente determinado, o corregedor revisou sua posição, restringindo a medida apenas ao caso da falência do Banco Santos, um ajustamento que foi apoiado por todos os outros conselheiros presentes.
O Banco Santos, fundado por Edemar Cid Ferreira, passou por falência em 2005, e o caso se transformou em um dos maiores escândalos financeiros do Brasil, levando a sérias repercussões no sistema bancário nacional.
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