Fachin afirma que punições a juízes devem ser aplicadas em 30 dias
Presidente do STF destaca necessidade de penalizar condutas inadequadas

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, declarou nesta sexta-feira que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) terá um prazo de 30 dias para implementar a decisão que acaba com a aposentadoria compulsória como forma de punição a juízes e magistrados.
As afirmações de Fachin foram feitas durante uma coletiva de imprensa após sua participação no Encontro Regional da Magistratura, realizado em Manaus (AM). Segundo o presidente do STF, a aplicação de penalidades é essencial para valorizar a grande maioria dos magistrados que exercem suas funções de forma adequada.
✨ Fachin enfatizou que a aposentadoria compulsória equivale mais a um prêmio do que a uma punição.
Ele afirmou: “Quando punimos um juiz que cometeu infrações, estamos prestigiando os muitos magistrados que, diariamente, cumprem suas obrigações”. Fachin ressaltou a importância de se aplicar sanções reais, não apenas uma recompensa, para garantir justiça e eficácia no sistema judicial.
Histórico do CNJ
Nos últimos 20 anos, o CNJ aposentou compulsoriamente 126 magistrados em todo o Brasil.
Recentemente, a Primeira Turma do STF confirmou a eliminação da aposentadoria compulsória, apoiando a decisão do ministro Flávio Dino. Em março, Dino apontou que a aposentadoria obrigatória era incompatível com as mudanças estabelecidas pela Emenda Constitucional 103/2019, que trouxe reformas significativas para a Previdência.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Justiça

Operação Sisamnes: Polícia Federal investiga ex-assessor do STF
Márcio José Toledo Pinto é alvo de mandados de busca e apreensão; inquérito revela esquema de venda de decisões judiciais.

Fachin rejeita pedido de suspeição de Moraes em caso da Petrobras
Decisão do STF garante continuidade da análise da ação trabalhista

Polícia Federal pede prorrogação de inquérito sobre Monark
Investigação avança após dificuldades técnicas no STF

Supremo nega habeas corpus e mantém prisão domiciliar de Bolsonaro
Ministro Dias Toffoli rejeitou solicitação de liberdade para o ex-presidente





