Juiz de São Carlos refuta acusações de lentidão em inventário
Magistrado detalha cronologia de decisões em processo de venda de imóvel

Em uma decisão inusitada, um juiz da 1ª Vara da Família e Sucessões de São Carlos, SP, rebatou críticas sobre a lentidão de um processo de inventário, respondendo ponto a ponto as alegações de uma advogada que o acusou de burocracia excessiva.
O caso gira em torno de um espólio que busca autorização para vender um imóvel. A advogada argumentou que a demora na decisão fez com que um potencial comprador desistisse do negócio, direcionando seus investimentos para outro projeto imobiliário.
✨ O juiz apresentou uma linha do tempo detalhada, contestando as alegações de morosidade.
Na petição, a representante legal enfatizou que "oportunidades de mercado são fugazes" e criticou a burocracia, que segundo ela "corrói o patrimônio do espólio". A advogada pediu esclarecimentos sobre os requisitos para futuras propostas de compra, mencionando que a egresso do investidor era uma consequência da lentidão processual.
Porém, o magistrado não deixou as críticas sem resposta. Em sua decisão datada de 31 de maio de 2026, ele descreveu a cronologia do processo, que incluiu a petição feita em 14 de maio, a intimação do administrador judicial pouco tempo depois, e a conclusão dos autos em 20 de maio, mesmo após ter presidido quatro audiências.
O juiz destacou que a anuência do administrador judicial não era o único fator a ser considerado para a venda. Ele ressaltou a importância de questões prioritárias, como créditos alimentícios relacionados a um acidente de trabalho, bem como pendências sobre impostos do imóvel.
"Em momento algum este juiz deu margem a atraso ou contribuiu para o desinteresse do pretendente à aquisição.
Além disso, o magistrado observou que a reclamação, embora apresentada datada de 26 de maio, foi protocolada um dia depois. Ele concluiu que a desistência do comprador era irrelevante para o pedido em questão e não justificava críticas ao seu trabalho.
A respeito dos requisitos para novas propostas, o juiz lembrou que além do Código de Processo Civil, ele também exerce um juízo de ponderação, adaptando-se às particularidades do caso.
Por fim, o magistrado fez uma defesa pessoal, ressaltando seu comprometimento, mesmo em um domingo às 18h45, onde já havia decidido cerca de 20 processos antes de continuar com as intimações.
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