Júri absolve policiais acusados de execução no Guarujá em caso de 2022
Decisão acontece apesar de evidências de câmeras corporais sugerirem assassinato de jovem desarmado.

Na quarta-feira, 25, o Tribunal do Júri decidiu absolver os policiais militares envolvidos na morte de um jovem desarmado em Guarujá, litoral paulista, ocorrida em junho do ano passado. Os acusados foram identificados como Diego Nascimento de Sousa, Israel Morais Pereira de Souza e Paulo Ricardo da Silva.
Resumo do Caso
O incidente se deu em 15 de junho de 2022, quando criminosos assaltaram uma casa em Bertioga e fugiram num veículo Fiat/Toro roubado. Durante a interceptação, um sargento disparou quatro vezes contra o carro, levando os ocupantes a abandoná-lo e fugirem a pé. Everton Leandro de Jesus Oliveira foi capturado enquanto tentava escapar.
As câmeras corporais registraram a abordagem, e uma delas mostrou Kaique de Souza Passos sendo baleado enquanto supostamente desarmado. Para tentar ocultar a situação, o cabo Paulo Ricardo bloqueou sua câmera com a mão, mas a de Israel capturou o momento em que atirou no jovem já no chão.
"A Corregedoria concluiu que o que ocorreu foi uma execução, não uma ação em legítima defesa
✨ Evidências de manipulação surgiram, como um simulacro de arma de fogo apresentado após a morte do jovem, que o MPSP considerou uma prova forjada.
Situação Judicial
Diego Nascimento e Eduardo Pereira foram acusados de tentativa de homicídio, enquanto Paulo e Israel enfrentaram charges de homicídio qualificado. A liberdade provisória de Eduardo foi concedida, mas os outros permaneceram sob custódia.
Após o julgamento, os advogados de defesa argumentaram que seus clientes atuaram de acordo com a legalidade, enfatizando que os criminosos estavam armados e representavam uma ameaça à segurança pública.
"Tratou-se de uma ação legítima, necessária dadas as circunstâncias do momento, onde a defesa demonstrou o trabalho desesperado feito pelos policiais para garantir segurança em uma situação caótica
A CNN Brasil aguardou um retorno da defesa dos acusados, mas não recebeu resposta até o fechamento desta matéria.
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Gabriel Rodrigues
Jornalista especializado em Justiça
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