Construtora deve apresentar plano de intervenção em 15 dias.

A Justiça de Fortaleza determinou que a construtora responsável pelo Bangalô Aristides Capibaribe execute reparos estruturais urgentes, após o Ministério Público do Ceará (MPCE) alertar sobre riscos de colapso da edificação.
O imóvel, localizado na Zona Especial de Preservação do Patrimônio Paisagístico, Histórico, Cultural e Arqueológico (ZEPH) do bairro Jacarecanga, enfrenta sérios danos após a remoção da cobertura e do telhado em dezembro de 2024.
O MPCE acompanha a situação desde 2020 e destacou que recentes intervenções alteraram significativamente as características originais do prédio. As mudanças incluem a demolição do alpendre que se voltava para a rua São Paulo, a remoção das janelas do térreo e o fechamento de vãos com tijolos, além da construção de um muro que obstrui a visão do imóvel.
Com a retirada do telhado, o interior da construção ficou vulnerável a infiltrações e outras formas de deterioração, levando a fissuras e um comprometimento da estrutura.
✨ A Justiça impôs uma multa de R$ 10 mil por dia em caso de descumprimento, com teto inicial de R$ 1 milhão.
O juiz ordenou que a construtora apresente um plano de intervenção em um prazo de 15 dias, que deverá ser aprovado pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente e pela Secretaria de Cultura de Fortaleza.
Após a análise técnica, as obras de reparo devem ser realizadas imediatamente para evitar danos adicionais ao patrimônio.
"A proteção do patrimônio cultural é essencial e ações urgentes são necessárias para garantir sua integridade
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