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Justiça
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Fux rejeita pedido do MP e confirma arquivamento de ações de Richa

Ministro mantém decisão de Toffoli sobre ações penais contra deputado

Ricardo Alves15 de maio de 2026 às 16:45
Fux rejeita pedido do MP e confirma arquivamento de ações de Richa

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, decidiu manter o arquivamento de quatro ações penais contra o deputado federal Beto Richa (PSDB-PR), rejeitando assim um pedido do Ministério Público do Paraná.

Essa decisão reafirma a determinação já proferida pelo ministro Dias Toffoli, que anteriormente havia anulado todos os atos relacionados à operação Lava Jato envolvendo o ex-governador.

Reivindicação do MP-PR

O MP-PR argumentou que a recusa de Toffoli em levar os recursos à Segunda Turma do STF era arbitrária, em desacordo com o devido processo legal e o princípio da colegialidade. Contudo, Fux destacou que a jurisprudência do tribunal é clara ao impedir mandados de segurança contra decisões de seus ministros.

O MP-PR pode recorrer usando recursos próprios ou ações rescisórias, segundo a decisão de Fux.

Situação Processual de Richa

Após a decisão de Toffoli, que em 2023 determinou o arquivamento dos processos, a defesa de Richa voltou a solicitar ao STF para contestar o envio dos casos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), alegando que o tribunal paranaense não deveria reencaminhar os processos.

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O trancamento das persecuções penais já havia sido determinado por esta Suprema Corte, tornando desnecessária a remessa dos autos ao STJ

Ministro Luiz Fux

Em 2023, ao invalidar os atos relacionados às investigações, Toffoli aceitou argumentos da defesa de Richa que citavam mensagens trocadas entre procuradores da Lava Jato e juízes, revelando um suposto conluio processual em detrimento dos direitos do deputado.

A decisão de Fux reitera a proteção dos direitos fundamentais do deputado frente a possíveis irregularidades no processo.

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